Para fazer um pouco mais. Sempre

Pouco mais de um mês depois que conseguimos concretizar o que, espero, seja apenas a primeira iniciativa de um projeto afirmativo que pode render ainda, eis que é momento de voltar a conversar.

Creio que é hora de, coletivamente, pensarmos e agirmos mais. Seja com pequenos gestos do cotidiano ou com grandes iniciativas coordenadas.

As últimas notícias não são animadoras. Vistas em rápido retrospecto, tivemos a Câmara de Vereadores da cidade de São Paulo (aquela da maior parada Gay do mundo) aprovando um projeto de Orgulho Hétero – e não preciso discorrer aqui as implicações hediondas de tal iniciativa. E uma outra Câmara de Vereadores, desta vez em São José dos Campos (também estado de SP) apertando o botão de “gostar” em um projeto que, para ser clara, pune a divulgação de qualquer material na cidade que fale daquilo que deveria ser ensinado de berço: respeito ao próximo. A propósito, o texto deste último projeto diz que haverá “proibição de divulgação de qualquer tipo de material, que possa induzir a criança ao homossexualismo”. Para bom entendedor…foi na primeira nota, maestro.

A se somar com as notícias de violência diária que temos não apenas contra gays, mas contra vários grupos minoritários, incluindo essa imensa maioria fora do eixo eurocêntrico, temos um punhado de coisas pra nos abismar, e nosso abismamento costuma pendular entre a resignação e a indignação. A primeira não tem muito a acrescentar, mas a segunda pode ser reciclada em uma energia bem positiva.

De repente, seria legal manter aqui um fórum de ideias sobre, das coisas pequenas às coisas grandes, o que é possível fazer para reagirmos a tudo isso. Desde a militância stricto sensu, a pedir educadamente para sair de um táxi quando o taxista se mostra homofóbico, misógino ou racista.

E, claro, divulgar cada vez mais as boas iniciativas.

Como esta aqui muito bonita chamada Quem São Eles, um projeto que está reunindo depoimento de todas as pessoas, heterossexuais, homossexuais, terráqueas ou marcianas, para falar de seu relacionamento com pessoas que são gays. Ideia simples, que pode ganhar vida maior.

Ou como este simples curta-metragem chamado Três Gotas de Água, que reúne depoimentos de três mães latinas falando sobre seus filhos gays. De chorar de lindo.

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Sobre carol

enough about me, let's talk about you

Publicado em agosto 13, 2011, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. E aqui estou eu mais uma vez, com os olhos marejados de tristeza, o rosto caído e rubro, a cabeça com milhares de perguntas, sem respostas plausíveis, é difícil ser gente num mundo onde os humanos deveriam ser racionais, é mais ainda difícil ser você mesmo num meio onde todos querem uma única coisa de você, que você seja igual, igual a tudo, igual a todos se alguém consegui se manter inerte a sociedade então parabéns você é um ser com permissão para viver, caso contrario pode trancar-se em uma ilha, dentro de uma casa, dentro de um armário, e permaneça por lá até que seu coração já não mais bata, ate que o seu ultimo fôlego de vida se retrai e sua essência suma do mundo.

    A sociedade não é sociável, as pessoas não são amáveis, os governantes não são justos, a justiça não é digna, as pessoas essas não são pessoas, essas são carrascos que não se sabe com a permissão de quem se intitularam juízes do comportamento alheio, são os inquisidores de uma moral inexistente criada, por um bando de trogloditas, parasitários de um poder latifundiários católicos pragmáticos mortos por doenças venéreas adquiridas em meio a contradição hipócrita de burlar a própria moral por eles criadas, em quanto traiam suas esposas carolas sedentas pro prazer carnal com suas prostitutas particulares em suas orgias catolicamente permitidas pelos bem pagos bispos.
    Não serei eu capaz de explicar em palavras o preconceito contra um ser humano, preconceito de nenhum tipo é explicável, tentamos dar nome e explicação a um ato de ódio latente indiscriminado de pessoas para outras pessoas, determinamos que se trate de problemas psicológicos, emocionais, oriundos de traumas, de má criação, de exemplos negativos, tentamos arranjar qualquer tipo de resposta que justifique a doação de ódio para com o próximo.
    A pergunta mais fantástica é como a câmara de vereadores de São Paulo, chegou ao limite da falta de vergonha política, votando a favor do projeto de lei que colocaria em vigor o dia do orgulho hetero, será que em algum momento será possível explicar como um grupo de políticos que deveriam estar defendendo o direito da população é capaz de gerar tamanho golpe, já não basta os abusos por corrupção, já não basta todos os mensalões ainda temos agora que conviver com fascismo disfarçado de democracia, com uma população que tem a maior para gay do mundo não teve uma parada de protesto por respeito?
    Quando um individuo é educado em uma escola deveria aprender desde o inicio de sua carreira acadêmica que existe uma coisinha chamada constituição para cada país, e que a do nosso país foi baseada em princípios que podem parecer irrelevantes para a sociedade, mas que devem ser respeitados em termos de política, assim criar cidadãs capazes de separar idéias pessoas de não aceitar a homossexualidade da pratica justa de cidadania de respeitar a pessoalidade do outro cidadão. Não tem como entender como um político que para estar no cargo de vereador deveria entender de leis seja capaz de insultar a constituição do país em que vive e não ter nenhum tipo de conseqüência direcionada a ele.

    Quando alguém questiona a posição de um grupo social ser “privilegiados” como foi questionado um possível privilégio aos gays esta ferindo o princípio da igualdade que diz claramente que temos que tratar de forma desigual para conseguir igualar será que isso soa como falta de conhecimento, ou é apenas a negação da necessidade de que a população não pode simplesmente ignorar a existência dos gays na sociedade e tratá-los como marginais, sem garantir a esses cidadãos os direitos que todos os outros seres viventes da terra do Brasil têm.
    Não se trata mais de homofobia, não se trata, mas de medo do diferente, é fascismo puro, é ditadura, é guerra por poder, é questão de mostrar quem tem poder e quem não tem dentro do estado, não se pode mas explicar esses atos como sendo distorção de valores, má criação, ou qualquer coisa do gênero, não há mais um cunho psicológico é apenas poder e ódio. Não existe nem nunca existira um motivo para um orgulho hetero ser ressaltado, justificado apenas pelo fato de não existir um ataque contra os heterossexuais , não existe uma cultura que critique, a heterossexualidade, não existe, morte por ser heterossexual, não existe crime contra o hetero, logo não existe um motivo para querer reparar o que não foi conturbado.

    Será mesmo que isso ainda não foi entendido ou é só um grande movimento que visa inibir os gays por que esses políticos não querem aceitar que em todas as famílias tem um gay ou vai ter um gay, e se não tem é por que esse tem medo de assumir e ser jogado pra fora do leito familiar, ou é por que esses próprios políticos não querem ser julgados por serem gays assim como eles estão julgando?

    Isso não é um Comentário é um texto, mas eu precisava dividir com vocês
    Meu nome é Jamile Costa eu sou blogueira, e tento a todo custo levar uma forma mais clara de pensar aos leitores.
    wwww.projeto-gr.blogspot.com ou http://www.opesodopreconceito.blogspot.com

  2. A propaganda politica do PSC me deixou triste em ver que propagam uma idea de familia que nao inclua homossexuais e afins nos classificando como imorais. Devemos nos manifestar #naovotepsc. #amorigual

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